quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Gaspar

Foto enviada por Anderson Carpes

4 comentários:

Anônimo disse...

Gaspar Rodrigues Froteira nasceu em Porto Alegre no dia 17 de Maio de 1944. Iniciou suas atividades esportivasna escolinha do Grêmio, transferindo-se posteriormente para as divisões inferiores do Inter. Neste clube ficou até 1965. Já estava profissionalizado desde 1963, integrando o time titular. Seu primeiro Grenal o de nº165, foi disputado no dia 14 de Abril de 1963, no estádio dos Eucaliptos e o Inter saiu vitorioso por 2x1. os gols foram marcados por Flávio(2), enquanto que Marino descontou para os tricolores. A equipe vencedora formou com Beno; Zangão, Ari Hercílio, Osmar e Soligo; Paulo Araújo e Gaspar; Sapiranga, Darlan, Flávio e Gilberto Andrade. Em 1965 Gaspar foi emprestado para o Flamengo do Rio de Janeiro para disputar o Torneio Rio-São Paulo. Quando estava em tratativas para ficar em definitivo na Gávea, Osvaldo Brandão, então treinador do Corinthians, veio para Porto Alegre e o levou para São Paulo. Na época o então "Garoto do Parque São Jorge" - Roberto Rivelino estava surgindo. Apesar de estar numa fase muito boa, confessa hoje, que não teve persistência para lutar por uma posição e, então pediu para ser vendido. Foi negociado para o América Carioca, vindo depois para o Flamengo, hoje chamado SER CAXIAS. Para alegria dos torcedores caxienses, Gaspar reencontrou aquele futebol que havia apresentado no ínicio de carreira. Na compania de Osmar, Caio e Iaúca fez surgir os "Amigos da Bola", uma meia-cancha com um refinado toque de bola, que encantava todos os torcedores e envolvia os adversários.



A atuação destacada deste grupo fez com que o Grêmio fosse buscá-lo em 1973. Apenas Iaúca, que fôra juvenil tricolor, não foi contratado. No Olímpico reeditou, ao lado de Osmar e Caio, as excelentes apresentações de Caxias do Sul. Gaspar encerrou sua carreira no Inter de Lages, em 1974, conforme colocamos acima.



Ele teve muitos técnicos a orientá-lo e considera que Oto Glória foi o mais destacado, sem esquecer que Chiquinho, Daltro Menezes, Carlos Froner e Flávio Costa.



Quando atuava, Gaspar não gostava de marcação cerrada e considera que o marcador mais implácavel que teve foi Luis Fernando, um centromédio do Floriano, hoje Novo Hamburgo. Quando o Caxias contratou este jogador para substituir Osmar, Gaspar vibrou, mas voltou a enfrentá-lo jogando pelo Grêmio.



Marcou muitos gols, mas o inesquecível foi assinalado num Flaju. Ele lembra que o Centenário estava lotado. Jarinha cruzou da direita a meia altura e Gaspar deu um tapa com o pé, encobrindo o arqueiro do Juventude. Foi um golaço.



Quando integrou a delegação colorada, que disputou a Copa Brasil 1962, enfrentando o Botafogo no Maracaña, sentiu uma forte emoção. Quando garoto seu ídolo era Didi, o "Folha Seca".



Gaspar considera que no futebol de hoje o jogador técnico dificilmente joga, porque vence o futebol força. Neste ponto elogia o ex-técnico Osvaldo Rolla, que conseguiu armar uma mecânica de jogo na década de 50, unindo a força de Elton e Juarez com a técnica de Gessi e Airton e a partir daí empilhou títulos e mais títulos no futebol gaúcho. Considera-o muito por este feito.



Na sua opinião, a dupla Grenal ressente-se da falta de líderes, como foram por exemplo, Figueroa e Oberdan, num passado não muito distante.



Gaspar hoje desempenha suas atividades profissionais na CRT. Nos fins de semana ainda dá seu show de bola nos veteranos do Grêmio. Afinal, quem foi amigo da bola, nunca esquece...





FONTE: César Freitas (Coluna - Você Lembra? - Nº)

Artur W. disse...

Grande camisa 10 do início dos anos 70.

Glenio disse...

Outro que gastava a bola...jogou muito.

gerson selayaran disse...

Ele gaspar caio e torino tratavam a bola com carinho deixavam pifados na cara do gol alcindo loivo flecha volmir hoje eles só dão balão o centro avante que se vire la na frente.