sábado, 27 de setembro de 2008

Airton Pavilhão


12 comentários:

Jair disse...

Baita zagueiro.
Foi trocado por um Pavilhão de madeira, que o grêmio construiu para o time do Força e Luz. O tal pavilhão (o de madeira) está até hoje lá, atrás do ginásio da brigada, na Ipiranga x Silva Só.

Anônimo disse...

O maior de todos os zagueiros...

jotaele disse...

Essse foi o maior zagueiro que já jogou no Brasil. Nunca houve outro. O maior.

Anônimo disse...

Jair disse...

Baita zagueiro.
Foi trocado por um Pavilhão de madeira, que o grêmio construiu para o time do Força e Luz. O tal pavilhão (o de madeira) está até hoje lá, atrás do ginásio da brigada, na Ipiranga x Silva Só.

Anônimo disse...

Airton Pavilhão, o zagueiro das multidões

Airton Pavilhão, o Airton Ferreira da Silva, fantástico ex-zagueiro central do Grêmio nos anos 50 e 60, nascido no dia 31 de outubro de 1935, deixou o time do Força e Luz de Porto Alegre para o Grêmio trocado por um pavilhão. Eu imaginava que um pavilhão era uma cobertura ou coisa do tipo. Mas pavilhão é uma construção leve, de madeira ou de outro material, geralmente destinada a servir de abrigo. Este foi o preço do passe dele, daí o apelido que o acompanha até hoje. Segundo se conta...

Era uma vez 1954, ano de inauguração do Olímpico Monumental. O Estádio da Baixada, antiga casa tricolor, localizado onde hoje é o Parque Moinhos de Vento, havia sido desmanchado. As tábuas da arquibancada estavam disponíveis. Na negociação com o Força e Luz, além de um valor em dinheiro, foi entregue aquele lote de madeira. Este fato valeu ao jogador contratado o apelido de Aírton “Pavilhão”.

No Rio Grande do Sul, Airton é considerado superior a Figueroa e até mesmo a Domingos da Guia, Mauro, Bellini, Djalma Dias, Luiz Pereira e Oscar, é uma unanimidade entre os gaúchos. É referenciado até hoje como “o dono da área” e “sem fazer faltas”, ressalva o jornalista Armindo Antônio Ranzolin em dedicatória na contracapa do livro “Airton Pavilhão, o zagueiro das multidões”, de Celso Sant´Anna, que perpetuou Airton Pavilhão em 124 páginas.

Aqui no Rio de Janeiro, conheço um antigo torcedor do Internacional que foi inclusive gandula do colorado no começo dos anos 60. Hoje ele é dono de uma academia na rua Barata Ribeiro, seu nome é Jose Carlos. Perguntei para ele sobre o Airton do Grêmio. Ele me falou: Enquanto o Airton jogava no Grêmio, pouquíssimas vezes o Internacional foi campeão. Eu ficava atrás do gol e via, era gandula. Ele tirava tudo por cima. Por baixo tinha tanta categoria que saia driblando. Os antigos centroavantes do Internacional nada conseguiam com ele. Era o Alfeu, o Larri e o Flávio Minuano. Não conseguiam nada com ele. Sem contar que formava uma excelente dupla de área com o Ênio Rodrigues. Na defesa tinha também o ” armário ” Ortunho. Contou também que viu o Pelé tentar dar o drible da vaca no Airton. O zagueiro só esticou a perna, pegou a bola e saiu soberano. Como gandula ficava também ouvindo as instruções que o técnico Sergio Moacir Torres dava para os atacantes do Grêmio e voltava correndo para o banco do Internacional para contar o que ouviu.

Anônimo disse...

Airton, marcador implacável, impunha-se também no cabeceio, mas principalmente pela técnica com a qual defendia a cidadela tricolor. Sua marca registrada era o “passe de letra”ou “de charles”. Aírton carregava a bola para perto da bandeirinha de escanteio, arrastando com ele os atacantes adversários. Lá chegando, subitamente posicionava a bola do lado de fora do pé esquerdo e a impulsionava com o peito do pé direito para as mãos do goleiro ou para outro companheiro de equipe, para deleite da torcida e espanto dos atacantes que pensavam tê-lo encurralado.

Dizem que um passe de letra, num treino da seleção brasileira, lhe custou a convocação para a Copa de 62, disputada no Chile. Aymoré Moreira, o técnico, não gostou de ver um zagueiro fazendo aquilo e o excluiu do grupo. Aírton deve ter adorado, porque…avesso a aviões, ele não acompanhava a delegação gremista em viagens aéreas curtas. Quando o Grêmio atuava no interior do RS, em Santa Catarina ou no Paraná, enquanto a delegação voava, ele seguia de ônibus ou de carro. Seu pânico por aviões era imenso. Na vitoriosa excursão gremista à Europa (1961), Aírton alegou problemas médicos e pediu dispensa. A Direção não lhe deu ouvidos e ele estava no grupo que brilhou nos gramados do Velho Continente.
O seu modo de jogar chamou atenção dos clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo e Aírton recebeu convite para jogar nas equipes do Santos e do Botafogo, ao lado de Pelé e Garrincha.

“Naquele tempo não tinha a mídia que tem hoje. Me arrependo de não ter ido para o centro do país e ser conhecido em todo o Brasil. O dinheiro era equivalente, mas lá era vitrine. Errei”, lamenta Aírton, que apenas por três meses esteve emprestado ao Santos de Pelé para jogar o Torneio Rio-São Paulo de 1960. Mas voltou logo para seguir sua inesquecível trajetória no Grêmio. Há quem diga que o verdadeiro motivo foi outro: aquele Santos de Pelé viajava demais. E, quase sempre, de avião.

Nesse curto período em São Paulo, Aírton jogou ao lado do Pelé. Já com a camisa tricolor o enfrentou em cinco partidas e assegura que jamais falhou diante daquele que se tornaria o Rei. Também treinou junto com ele na Seleção de 62, embora não tenha participado da Copa do Mundo realizada no Chile

Durante 13 anos, Aírton “Pavilhão” foi o principal jogador do Grêmio. Foi o melhor zagueiro gaúcho de todos os tempos e um dos melhores do mundo. O “zagueiro que driblava” marcou 120 gols na carreira.

Em 1967, com 33 anos, tendo vencido 12 campeonatos gaúchos em 13 disputados (marca nunca igualada), com uma distensão na virilha que limitava seus movimentos, Aírton despediu-se do Grêmio, indo atuar no Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre. Posteriormente, foi convidado para ser técnico e zagueiro no Cruz Alta, onde se aposentou em 1971.

Airton Pavilhão marcou época no Grêmio ao lado de Arlindo, Alberto, Altemir, Áureo, Ortunho, Élton, João Severiano, Juarez, Paulo Lumumba, Sérgio Lopes, Milton, Vieira, Alcindo, Marino, Carlos Froner, dentre tanta gente boa.


http://blogremio.blogspot.com/2007/11/arton-o-pavilho.html

Anônimo disse...

Ficha

Nome: Aírton Ferreira da Silva
Nascimento: 31 de outubro de 1934, Porto Alegre (RS)
Período no clube: 1954 a 1967
Posição: Zagueiro
Data da homenagem: 21/09/1996


Títulos

1956 a 1960 – Pentacampeão da Cidade e do Estado
1962 a 1967 – Hexacampeão do Estado
1962 – Campeão do Troféu Atenas, Campeão do Troféu Salônica
1962 – Campeão Sul-Brasileiro Invicto
1964 – Campeão da Cidade
1965 – Campeão da Cidade

Na Seleção Brasileira:
1956 – Campeão Pan-Americano
1960 – Vice-Campeão Pan-Americano
1964 – Vice Campeão da Taça das Nações

Anônimo disse...

04/12/09

Há 42 anos, Grêmio jogava pelo interesse do Inter e saiu derrotado

Em 67, no Robertão, Colorado dependeu do Tricolor, mas ficou com o vice. Airton “Pavilhão”, personagem da época, conta a história

Porto Alegre

Na pintura da casa, no tecido do sofá, na camisa e até nos óculos. A poucos passos do Olímpico, vive um ídolo do Grêmio que tem a cor azul na alma. Aos 75 anos, Airton Ferreira da Silva, o “Pavilhão”, é conselheiro do clube e, sempre que o estádio recebe um grande jogo, não deixa de assistir ao time do coração.

É considerado um dos maiores jogadores da história do Tricolor, uma unanimidade. Tanto que está na seleta lista de heróis gremistas. Airton surgiu para o futebol no Força e Luz, de Porto Alegre. Na época, um clube de ponta dentro do Estado. Na metade do ano de 1954, foi cedido ao Grêmio por 50 mil cruzeiros mais o antigo pavilhão social do estádio da Baixada, que originou o apelido. O talento lhe rendeu 12 títulos em 13 anos de Grêmio e convocações para a seleção brasileira.

“Pavilhão”, como é chamado até hoje, foi personagem de uma polêmica muito parecida com a que toma conta de Porto Alegre esta semana. Assim como os jogadores do plantel atual, ele viveu a pressão da torcida para entregar um jogo e prejudicar o rival Inter.

Foi em 1967. Considerado o embrião do Campeonato Brasileiro, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, começou naquele ano e reuniu os principais clubes do país. Além de Grêmio e Inter, participaram Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo e Portuguesa (de São Paulo), Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo e Bangu (do Rio), Cruzeiro e Atlético-MG (de Minas Gerais) e Ferroviário (do Paraná). Um quadrangular definiu o campeão. Na última rodada, em 7 de junho, o Inter precisava vencer o Corinthians, no Olímpico (o Beira-Rio estava em construção), e torcer para que o Grêmio derrotasse o Palmeiras, no dia seguinte, no Pacaembu. O Colorado fez sua parte, marcou 3 a 0, só que o Tricolor perdeu por 2 a 1, e o Alviverde levou o título. No entanto, Airton assegura que não houve corpo mole.

- Você está vendo todos esses troféus aqui na minha casa? Se eu soubesse que algum deles foi conquistado de forma irregular, jogaria no lixo. Para mim não vale. O que vale é entrar em campo e saber que é melhor que o outro time. Já se falava nisso (entregar o jogo). Aquela época era pior ainda. Jogadores de Grêmio e Inter não podiam se falar. O que aumentou foi a violência, que não tinha. Mas a torcida eu tenho que perdoar, ela pensa com o coração – disse.

Mais de quatro décadas depois, a polêmica se repete. Neste domingo, se vencer ou empatar com o líder Flamengo, no Maracanã, o Grêmio dá chances ao Inter de ser campeão. No Beira-Rio, o Colorado pega o Santo André. “Pavilhão” torce para que o Tricolor jogue com o melhor que tiver e não facilite para o Rubro-Negro.

- A torcida quer que o Grêmio entregue, mas eu como jogador, que fui capitão da equipe muitos anos, de maneira nenhuma aceitaria. Como gaúcho, a gente tem que torcer pelo Rio Grande do Sul e mostrar que temos dois times muito bons. Eu iria para casa e não jogaria – ressaltou.

É grande a possibilidade de o técnico tricolor, Marcelo Rospide, escalar uma equipe mista, até mesmo porque tem desfalques.

- Talvez eu não goste tanto da decisão que eles vão tomar. Como um jogador vai assinar contrato com outro time no futuro se entregar? Até pela honra. Eu não gostava de perder nem em botão. Queria que o Inter ganhasse. Coisa mais linda do mundo é jogar no Maracanã lotado, numa partida bem disputada. No ano que vem o Grêmio pode precisar do Inter. E o que vai acontecer? Não pode esquecer disso. É uma coisa a se pensar – recomendou, como a experiência o permite.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Gremio/0,,MUL1403043-9868,00-HA+ANOS+GREMIO+JOGAVA+PELO+INTERESSE+DO+INTER+E+SAIU+DERROTADO.html

Renan disse...

Muita raça!

Anônimo disse...

" Melhor zagueiro que ja vi jogar " , palavras de pelé

Anônimo disse...

Melhor zagueiro da história do Grêmio!!

J.J disse...

ESSE ERA C R A Q U E!!!!!!
JOGOU ATÉ NO SANTOS DE PELÉ!!!